Sempre vemos nos noticiários reportagens falando sobre os perigos da automedicação, já que os medicamentos estão entre as principais causas de intoxicação no Brasil e podem ter efeitos colaterais graves, dentre eles a perda auditiva temporária ou até mesmo permanente — que pode evoluir para quadros de surdez.
A American Speech-Language-Hearing Association (ASHA), associação americana de fala, linguagem e audição, informou que nos Estados Unidos há mais de 200 medicamentos na lista dos que causam perda auditiva. Nessa lista, constam desde remédios que são vendidos apenas com receita médica e também os que não precisam desse tipo de prescrição.
Remédios ototóxicos
Usados para tratamentos de infecções graves, doenças cardíacas e câncer, os remédios ototóxicos podem causar perda auditiva temporária ou permanente.
Na lista de medicamentos desse tipo estão alguns antibióticos (como os aminoglicosídios), drogas usadas no tratamento de quimioterapia (à base de platina), diuréticos de alça e até mesmo remédios que parecem ser mais inofensivos, como a aspirina e outros salicilatos em doses altas.
Esses medicamentos são chamados de ototóxicos porque lesionam as minúsculas células ciliadas da cóclea — responsáveis por transformar os sons em sinais elétricos para o cérebro — ou desequilibram os fluidos do ouvido interno. E, como essas células não se regeneram, a perda auditiva pode se tornar irreversível em muitos casos.
É claro que o risco de surdez também está ligado a outros fatores como a dose e duração do tratamento, uso combinado a outras drogas potentially tóxicas, idade do paciente e perda auditiva prévia. Muitas vezes, o perigo maior está justamente na combinação de medicamentos — mais um motivo para nunca se automedicar.
Cloroquina
A cloroquina ficou muito conhecida nos últimos meses por ser utilizada para o tratamento de pessoas com coronavírus. O medicamento é um antimalárico e é usado não apenas contra a malária, mas também para tratar doenças reumatológicas como a síndrome de Sjögren (SS), artrite reumatóide (AR) e lúpus eritematoso sistêmico (LES).
Porém, um de seus efeitos colaterais é a lesão no ouvido interno, que pode ser de leve a moderada e, na maioria dos casos, irreversível.
Como saber se estou tendo efeitos colaterais?
Caso esteja tomando algum desses medicamentos e está em dúvida se ele está afetando sua audição, fique atento a alguns sintomas.
Normalmente o primeiro deles é o zumbido, mas há também outros sintomas como tontura, desequilíbrio, sensação de plenitude no ouvido e dificuldade para compreender a fala, especialmente os sons agudos. Nestes casos, procure o médico imediatamente e relate os sintomas.
A importância do monitoramento auditivo
Para quem precisar usar esses medicamentos devido a tratamento de outras doenças, o recomendado é que a pessoa realize consultas periódicas com o médico otorrinolaringologista e faça exames como a audiometria, principalmente as de alta frequência — já que a perda auditiva que ocorre devido a alguns remédios não é detectada em audiometrias de rotina.
É exatamente por isso que a Sonido oferece a Microaudiometria AMA-PTA (Audiometria de Alta Resolução), exame avançado capaz de analisar até 134 bandas de frequência, de 250 Hz a 12.000 Hz. Com essa precisão, conseguimos identificar deflexões sutis e perdas auditivas ocultas que passam despercebidas na audiometria convencional — e que podem, inclusive, justificar a presença do zumbido.
Em nosso centro auditivo, com clínica completa, os fonoaudiólogos acompanham cada paciente de perto, com protocolos de monitoramento e, quando necessário, tratamento para zumbido.
Em crianças que usam esses medicamentos a atenção precisa ser redobrada, já que elas não têm condições de relatar os sintomas. Portanto, mais testes são necessários.
E se a perda auditiva acontecer?
Quanto mais cedo a perda auditiva for diagnosticada, maiores serão as chances de evitar a evolução do quadro de surdez e, em algumas situações, a mesma poderá até mesmo ser revertida.
Quando a perda já está instalada, os aparelhos auditivos modernos são o caminho para voltar a escuta e ouvir melhor. Os melhores dispositivos da atualidade — como os modelos Bernafon que representamos na Sonido — são discretos, confortáveis e altamente tecnológicos:
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- Com Bluetooth: streaming direto de chamadas, música e áudio de TV, com Auracast™ para transmissões públicas;
- Recarregável: bateria de íons de lítio com um dia inteiro de autonomia;
- Estilos para todos os perfis: retroauricular (miniRITE R) e intra-auriculares (intracanal CIC), todos modernos e ajustados ergonomicamente ao ouvido.
E para quem convive com zumbido, a Sonido conta com protocolos avançados de tratamento que promovem alívio e qualidade de vida.
Conclusão
Lembre-se de que o uso de remédios é algo que deve ser acompanhado de perto por médicos especialistas. Seu uso incorreto ou irracional pode levar a efeitos colaterais graves, como a perda auditiva e até mesmo a morte.
Se você usa medicamentos de uso contínuo, sente zumbido ou tontura, ou simplesmente quer fazer um check-up auditivo de precisão, entre em contato com a nossa equipe de fonoaudiólogos. E se já percebeu dificuldades para ouvir, conheça os aparelhos auditivos Bernafon com valores que cabem no seu orçamento e condições parceladas para comprar com segurança — e dar o primeiro passo para ouvir melhor todos os dias.
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